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Por que FHIR

FHIR (Fast Healthcare Interoperability Resources) é o padrão do HL7 para troca de informação em saúde. A RNDS usa a versão R4 (4.0.1).

O modelo do FHIR é composto por recursos: unidades de informação com significado clínico ou administrativo bem definido.

  • Patient descreve um indivíduo
  • Observation descreve uma medição ou um resultado
  • Immunization descreve uma dose aplicada
  • Organization descreve um estabelecimento

E assim por diante, a especificação R4 tem cerca de 145 recursos.

Um documento clínico não é um recurso solto: é um conjunto de recursos que se referenciam, empacotados em um Bundle. Como isso se monta na prática está em anatomia do documento.

Um arquivo posicional só está errado quando o sistema receptor reclama. Um documento FHIR pode ser validado com o perfil antes de sair da sua máquina.

Essa é a diferença que muda o dia a dia do projeto: o ciclo de feedback deixa de depender do outro lado. Você coloca o validador oficial no CI e passa a detectar regressão de estrutura em segundos, não em dias.

FHIR é mais verboso e mais indireto que um registro posicional. Ler um documento envolve resolver referências entre recursos em vez de fatiar uma string por posição. Quem espera um objeto JSON plano com os campos do atendimento leva um susto na primeira vez.

Vale a pena conhecer FHIRPath cedo: é a linguagem de consulta do padrão, e resolve boa parte do incômodo de navegar o grafo na mão.

O FHIR base é deliberadamente genérico e serve o mundo inteiro. O que aperta esse padrão para o Brasil são os perfis, assunto de perfis e BR Core.